Ana Moura: “Quero acreditar que este é um regresso do fado à sua origem africana”
Canal: NiT - New in Town
Duração: 3:04 · Publicado a 29 de novembro de 2022 · 2607 visualizações · Categoria: Notícias & Política

Descrição
Ana Moura voltou a aliar-se recentemente à marca Portugal Jewels, de forma a idealizar uma coleção de joalharia. Resolveu pegar nos tradicionais anéis de curso mas dar-lhe uma reviravolta moderna e original. O mesmo podemos dizer da sua música. Com “Casa Guilhermina” — o disco que lançou a 11 de novembro — pegou na tradição do fado mas juntou-lhe muitas outras sonoridades e aromas. Deu-lhe mundo, desde os ritmos angolanos que evocam as raízes da sua avó; até ao fandango do Ribatejo, onde cresceu; passando por ritmos minhotos ou música eletrónica contemporânea. Experimentou ferramentas como o auto-tune, ligou-se à produção digital de instrumentais, escreveu as primeiras letras, fez versões disruptivas de fados clássicos como “Estranha Forma de Vida” ou “Nossa Senhora das Dores”. Depois de largar a sua editora e agência, e de mudar de músicos, assistimos agora ao culminar definitivo da reinvenção artística de Ana Moura. Que, pelo caminho, e de forma mais abrangente, pode também contribuir para reinventar a própria música portuguesa. Aos 43 anos, mãe da pequena Emília — fruto da relação com o músico Pedro Mafama, um dos principais colaboradores deste disco — Ana Moura pode estar a experienciar uma nova e “estranha forma de vida”. Mas só é estranha para os que continuam agarrados ao conservadorismo do fado, ou para quem no grande público não se apercebeu desta inevitável metamorfose.